terça-feira, 4 de outubro de 2016

Gravidez aos...5 anos




Sim, você leu certo: gravidez aos 5 anos.
Esse absurdo só poderia ser fake mas é real, muito real. Eu confesso que na primeira vez que li sobre (isso há mais de ano) custei a acreditar que pudesse ser real até porque, convenhamos...com cinco anos de idade é praticamente IMPOSSÍVEL uma menina engravidar afinal não está com o aparelho reprodutor formado, tampouco o corpo tem a capacidade de gerar outra vida.
Com base nisso, pesquisei mais á fundo e pedi até para que o criador do excelente Mundo Gump fizesse um artigo sobre, á fim de ter uma confirmação mais contundente sobre o caso. E no fim é comprovado e registrado essa história chocante, trágica e terrivel que aconteceu em 1939, no Peru.

A garota, Lina Medina, apareceu subitamente grávida quando tinha apenas 5 anos, 7 meses e 17 dias de vida. E a descoberta foi de uma forma muito esquisita. A menina foi levada pelos pais a um hospital por conta de um estranho volume na região abdominal. Á princípio, os médicos pensaram que fosse o caso de um tumor mas, após os exames iniciais, foi constatado, para total assombro de médicos e pais, que a garota já estava no sétimo mês de gestação.

Como não havia condições de interromper a gravidez em um estado tão avançado e por conta de ser o primeiro caso registrado do tipo, o nascimento do bebê (um menino) de Lina ocorreu em 14 de Maio de 1939, na cidade de Lima. O parto foi realizado pelo médico Gerardo Lozada. O parto foi, logicamente, uma cesariana até porque a pélvis da criança era estreita demais para se passar o corpo de um bebê.
   Os médicos que estudaram o caso, concluíram que ele era único pois Lina Medina  tinha uma condição raríssima de puberdade precoce, no qual seus orgãos sexuais começaram a se desenvolver precocemente; provavelmente a primeira menstruação dela tenha ocorrido por volta dos 8 meses de idade e seus seios passaram a se desenvolver por volta dos 4 anos. Se ela foi abusada nesse meio tempo ou unicamente quando ocorreu o  período fértil dela, ninguém sabe
. Os pais da menina, pessoas ignorantes e pobres (até porque ainda ocorria naquela época, permeada de preconceitos) não perceberam que a filha tinha um ciclo menstrual. Até o momento em que ela foi examinada antes do parto, foi averiguado que seu sistema reprodutivo era totalmente compatível com o de uma mulher adulta normal.



Lina Medina grávida


O bebê de Lina nasceu com 2 quilos e meio, sendo batizado de Gerardo (em homenagem ao médico que fez o parto). O bebê chegou a ter uma vida normal, mas faleceu aos 40 anos devido á uma doença na medula óssea. De acordo com os jornais, o garoto foi criado com Lina como se ela fosse a irmã dele e não a mãe, vindo a saber a verdade depois dos 10 anos de idade. Lina Medina  casou-se muitos anos depois (já adulta)s com outro homem, tendo dele um segundo filho em 1972.

Voltando á época do ocorrido, médicos, repórteres e policiais chegaram a ir até a vila onde a garota vivia á fim de reportar o ocorrido. Muitas pessoas ofereceram ajuda á família, mas haviam propostas absurdas que visavam colocar Lina e o filho em exposição  em uma feira mundial da cidade. A família pelo menos, recusou todos esses tipos de proposta, aceitando somente a proposta de um empresário norte-americano para que a mãe e o bebê fossem aos EUA para a realização de pesquisas. Porém, o governo peruano logo proibiu qualquer proposta feita á familia alegando que mãe e filho estavam em perigo moral, criando até mesmo uma comissão para protegê-los. Mas poucos meses depois, os abandonou.

Lina permaneceu no hospital por quase um ano até que a Corte Suprema permitisse que ela voltasse a conviver com os pais. Porém anos depois, o governo expropriou Lina e a família da casa, destruindo a moradia para a construção de uma estrada. Ressarcimento do governo? Até hoje nenhum.


Lina, o filho e o médico que realizou o parto


Mas uma pergunta intrigante é: quem é o pai? Ou melhor, quem foi o homem que abusou e engravidou essa criança? Esse é um mistério que permanece até hoje e certamente nunca será revelado. Isso porque, na época do ocorrido, não havia como fazer qualquer exame e também a própria Lina nunca revelou quem era o homem que a violentara.
Inicialmente, o pai dela foi mantido em cativeiro sob acusação de abuso, mas foi liberado por falta de provas. As suspeitas também pairaram sobre o irmão de Lina, que era deficiente mental. É fato que, dada a idade da garota quando ocorreu o abuso, o homem que a violentou seria alguém próximo, como um tio, primo, professor, padre....o mais intrigante nisso tudo é que Lina nunca quis revelar quem era o pai biológico da criança e nas vezes que tentaram extrair isso, ela se recusou a responder.

O motivo de ela fazer isso ninguém sabe. Talvez o trauma gerado pelo abuso praticado por alguém próximo de Lina a fez se recusar a contar. Pode, evidentemente, ter ocorrido ameaças ou talvez o violentador usou um argumento que foi eficaz para silenciar a criança e que pairou na mente dela até mesmo na fase adulta. Entretanto, ainda há a possibilidade de Lina não revelar quem foi o abusador pelo fato de ela não saber.
Muitas vezes em casos de estupro e abuso, o trauma pode fazer com que a pessoa entre em um estado de negação para evitar a dor e isso faz a mente "apagar" o ocorrido. Ainda mais sendo ela uma criança de 5 anos (talvez os abusos tenham começado antes disso, o que agravaria ainda mais a situação do psicológico da menina).
E como se não bastasse, por ela ser de origem humilde, o caso na época foi considerado pelos religiosos locais como uma espécie de milagre.



Lina e seu primeiro filho.


Lina Medina está viva até hoje, levando uma vida pobre e sem qualquer auxílio do governo.
É fato que além do abuso, toda a exposição a qual ela foi submetida (é quase impossível imaginar o que se passou durante anos na cabeça daquela criança ao ter gerado outra criança) e posteriormente todas as dificuldades que vivenciou, agravaram ainda mais a mente dela. A negligência do próprio governo e pelo fato do ocorrido ter acontecido do em uma época que traumas psicológicos não eram tratados de forma correta (ainda mais para pessoas pobres) evidentemente pioraram ainda mais a própria vida dela.

É fato que Lina Medina teve uma vida extremamente sofrida desde a infância. Como ela lidou com o trauma e a confusão na infância que foi retirada dela em uma época na qual a sociedade era extremamente omissa, por ela ser uma pessoa de origem humilde e tenso sofrido toda a exposição da mídia, é algo que não conseguimos sequer imaginar. E o fato de ela nunca querer revelar quem foi o responsável por violentá-la mesmo após ter se passado décadas, mostra claramente o que um estupro pode causar em uma pessoa, ainda mais em uma criança.

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2 comentários:

  1. Caramba que história chocante! Imagino o quão traumático foi passar por tudo isso. Que horror!

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    1. Sim! Acho que é dificil para conseguirmos sequer imaginar o que se passou na cabeça dessa criança na época e depois por toda a vida dela...

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