quinta-feira, 18 de abril de 2019

Cosplay - Emma Frost - X-Men





Aqui, postarei as fotos do meu cosplay e também comentários que eu ache interessante registrar. Seja sobre o personagem, sobre como consegui meu cosplay, o retorno que me trouxe e o que mais eu considerar relevante.



A Personagem na Obra

Emma (Grace) Frost vem de uma poderosa e influente família mas era considerada feia e desajeitada quando jovem. Na adolescência, ao começar a desenvolver seus poderes telepáticos e usou sua habilidade de ler mentes para aumentar suas notas e influencias sua popularidade.
Entretanto, embora poderosa, sua família era totalmente desestruturada e, após não aguentar mais o mau-caratismo do pai, as maldades da irma e o descaso do irmão, Emma foge de casa.
Após conseguir desenvolver seus poderes telepáticos, Emma acaba se integrando ao Clube do Inferno e não demora muito para subir de nível e ser uma das preferidas de Sebastian Shaw e após alguns planos em parceria, ela se torna a Rainha Branca.
Inicialmente, Emma era uma vilã contra os X-Men e chegou mesmo a travar uma batalha psíquica contra a Fênix. Com o tempo e depois de vários acontecimentos, Emma acaba sendo aceita nos X-Men mas o convívio acaba trazendo diversos conflitos, principalmente quando Emma passa a desenvolver um interesse amoroso por Ciclope.
Emma, com o tempo, se torna uma das educadoras do Instituto Xavier, mentora das poderosas gêmeas Stepford e já faz um longo tempo que Emma é um membro importante dos X-Men, se tornando, inclusive, diretora do Instituo Xavier atualmente. Sendo uma pessoa altamente complexa, de vilã,. Emma se tornou uma heroína e forte defensora da causa mutante.

Emma Frost é uma mutante psíquica com enorme capacidades telepáticas e, ela foi classificada entre os cinco telepatas mais poderosos e conhecidos no planeta, capaz de realizar efeitos telepáticos extraordinários. Desde sua introdução, ela tem demonstrado vários poderes telepáticos como projeção, leitura de mentes e controle mental, alterando percepções de memórias, além de muitas outras habilidades psiônicas, e também é capaz de se transformar em um estado de diamante com resistência reforçada e durabilidade que suprime sua telepatia.



Emma Frost é uma das minhas personagens femininas mais queridas e também minha X-Men favorita. Não lembro bem quando foi que tive o primeiro contato com a personagem (na certa quando comecei a ler alguns quadrinhos dos X-Men) e de repente, quando dei por mim, Emma tinha se tornado uma personagem adorada. Acho que gostei dela por tudo que ela é: poderosa, debochada, inteligente, má, compreensiva, sensual, estratégica, verdadeira líder, que sabe como fazer as coisas e colocar os outros em seus devidos lugares.

Ela é, sem a menor dúvida, minha X-Woman e minha mutante preferida do universo X-Men. Não lembro quando foi que tive o primeiro contato com a personagem, mas ela logo me conquistou e não demorou para que eu ficasse fã. E com os avanços atuais dela nos quadrinhos, tenho gostado mais e mais. Como um verdadeiro diamante, Emma foi, com o tempo, cuidadosamente lapidada pelos roteiristas e embelezada pelos desenhistas e de vilã, ela se tornou anti-heroina, heroina e agora não é apenas uma grande mutante telepata e diretora do Instituo Xavier: ela já é considerada como uma das mutantes mais poderosas do mundo.
Rainha é rainha, né amores?




Embora eu gostasse demais da Emma, demorei bastante para criar coragem e fazer cosplay dela. Eu já gostava quando comecei a fazer cosplay mas por ser uma personagem sexy, eu sabia que só poderia cogitar a possibilidade de fazer ela quando me sentisse satisfeita comigo mesma e com coragem de usar um cosplay mais sensual.

Então fui fazendo outros cosplays mas sempre tendo aquela vontade de cosplayar ela. Comecei a pesquisar várias versões, cheguei a cogitar a versão dela bem conhecida e adotada quando ela se torna definitivamente uma X-Men e diretora do Instituto ( e o visual no qual ela aparece na animação Wolverine e os X-Men) mas decidi, por fim, a versão dela como Rainha Branca do Clube do Inferno, referente á sua primeira participação em X-Men.
Claro, tomei a liberdade de fazer algumas alterações no meu cosplay em vista do traje original, justamente porque o traje original dessa versão é excessivamente saliente e sensual.




   Assim optei por um corset e um micro-shorts em vez da calcinha que ela usa (literalmente).  Com essa pequena alteração me senti muito mais a confortável para usar o cosplay e também para tentar sensualizar nas fotos XD.

A capa foi a parte do cosplay que mais deu trabalho. Precisei pedir para fazê-la e na primeira vez não deu certo. Minha intenção, na época, era estrear o cosplay em um evento da minha região por conta do cenário então levei os tecidos á uma outra costureira que me garantiu que faria dentro do prazo que pedi. Mas a mulher só me enrolava, nunca estava pronto quando eu ia buscar até que me enfezei e literalmente arranquei meu tecido de lá e o levei para uma oura costureira que - oh, glória - fez o trabalho direitinho, perfeitinho do jeito que eu queria e ainda em cima do prazo! E quando finalmente coloquei o cosplay completo, nem consegui acreditar que havia conseguido fazer ela do jeito que eu queria!




Na primeira vez que usei o cosplay, utilizei uma bota de um outro cosplay. O resultado ficou bom e cumpriu sua função, mas eu queria mesmo uma bota que fosse até as coxas. E então comprei essa bota maravilhosa com salto de 9cm que serviu super bem e fez com que eu me sentisse um mulherão da poha. XD. Assim, na segunda vez, além da bota também optei por uma outra peruca que assentou melhor. O detalhe de brilho que coloquei no rosto foi uma referência á habilidade da Emma de transformar seu corpo todo em diamante. Eu queria algo que fosse prático de se colocar no evento e desse um efeito legal e os strass adesivos cumpriram super bem esse papel, fixando na pele o dia todo do evento (e isso durou horas, nas ambas vezes que o utilizei).

O cosplay se mostrou bem confortável de usar (não para um dia inteiro em evento porque a bota de salto cansa após algumas horas de pé ou andando pra lá e pra cá). Eu reclamo de salto no cosplay mas simplesmente mao usar ele em personagens sexys porque faz toda a diferença na elegância. Então dá pra aguentar sem problemas - claro, fazendo uma pequena pausa para sentar de tempos em tempos. Até hoje agradeço ao fotógrafo Ronaldo Ichi por ter cedido o banquinho enquanto eu esperava minha vez para fotografar. XD.


 
As duas vezes em que usei a Emma Frost até o momento. Uma evolução focada nas botas



   Até o momento, utilizei o cosplay duas vezes: e nas duas vezes para evento. Mas no mesmo dia do evento aproveitei para realizar alguns photoshoots que me renderam fotos maravilhosas!  Foi com a Emma que eu realizei o primeiro ensaio do meu amigo King Fotografia e também foi com o cosplay da Emma que eu finalmente realizei um desejo de longa data que era fotografar com o ValRo Photography!
Não vou deixar de elogiar também s outros fotógrafos que no Ressaca Friends 2018 fizeram fotos maravilhosas (obrigada Bruno, Kato e Lucas!). 

Eu ainda pretendo fazer mais um ensaio solo da Emma, um em dupla e outro com grupo. Aliás, um grupo de mutantes é algo que planejo há tempos, quem sabe logo sai? ;)  E talvez (talvez) umas fotos mais sensuais da rainha dos X-men rs...


 

Fazer cosplay de personagens sexys sempre foi um desafio pra mim. E com a Emma não foi diferente. De certa forma foi depois de fazer cosplay dela que agora eu me sinto muito mais a vontade para fazer personagens desse tipo e ficar mais tranquila na hora de posar para fotos. Por isso super incentivo ás garotas a fazerem personagens sexys: a auto-estima vai lá no alto, fora que a roupa é bem gostosa de usar.  Vale á pena, não tenham vergonha...se gostam de personagens sexys, façam e arrasem!

Fiquei imensamente feliz com o retorno super positivo que tive com esse cosplay, realmente não esperava tantos elogios e carinho da galera! Conheci, inclusive, pessoas muito legais (olha grupinhooo) por causa dele. Confesso que quando usei tive um certo receio por conta de muitos relatos de assédio que cosplayers de personagens sexys podem vir a passar. Mas isso não me aconteceu e todos sempre foram muito respeitosos!
Só tenho de agradecer pelo apoio, incentivo e elogios, que me motivam muito a continuar me aperfeiçoando.





Enfim, esse cosplay é, sem dúvidas, um dos meus preferidos. Amo a roupa, amo as botas, amo a personagem e fiquei muito feliz de ter conseguido (espero) incorporá-la da forma correta!  Sem dúvidas irei usá-la outras vezes mais! Demorei tanto tempo para fazer a Emma que se eu soubesse que iria gostar tanto de usar o cosplay de uma personagem sexy como ela, ainda mais da minha mutante preferida, teria feito muito antes!
Quem sabe futuramente até role uma outra versão dela? Nunca se sabe!




Photos by




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quarta-feira, 20 de março de 2019

Precisamos falar sobre The Handmaid's Tale





Uma das séries mais incríveis e chocantes já produzidas, The Handmaid's Tale ( O Conto da Aia, em tradução literal) possui o apelo - e também um alerta - reflexivo e analítico com relação as direções  retrógradas e opressoras que muitas sociedades atuais estão tomando.

A série canadense produzida pela MGM Television e Bruce Muller, distribuído pela plataforma Hulu (no Brasil, a GloboPlay também possui os direitos de exibição) é uma adaptação da obra de Elisabeth Atwood, lançada em 1989. Até o momento, a série possui duas temporadas: a primeira com 10 episódios e a segunda com 13. Uma terceira temporada já está sendo produzida. 

Sucesso de público e crítica, recebeu o mais que merecido Emmy de Melhor Serie Dramática no ano passado. Com um roteiro bem montado e dirigido, atuações excepcionais, e uma fotografia primorosa, toda a série é uma obra de arte, e por mais que seu enredo seja perturbador ele é altamente reflexiva e também serve como um alerta. 

 A autora Elisabeth Atwood revelou que uma das suas inspirações para criar a história base de “The Handmaid’s Tale” -  o pesadelo que é a "república de Gillead"  -  foi o que aconteceu na Argentina nos anos 70. Durante a ditadura militar da argentina, que durou 7 anos, de 1976 a 1983, centenas de mulheres grávidas, que estavam na resistência ao regime, foram presas e os seus companheiros foram mortos. Já as futuras mães foram mantidas vivas até darem à luz. Depois, os recém-nascidos eram, então, entregues a famílias de militares que tinham dificuldades em terem filhos, enquanto isso as mães eram executadas nos centros clandestinos onde estavam presas.

 Some isso também á inúmeras referências que a série faz acerca de regimes totalitários que usam deturpações dentro de doutrinas religiosas para oprimir, dominar e exterminar minorias. E também á opressão e diminuição do papel da mulher na sociedade que aconteceu na Palestina: compare o modo de vida dos anos 60 e os da atualidade lá. E não esqueçamos também da opressão militar causada por regimes ditatoriais ao longo da história. Na verdade poderia ficar horas aqui enumerando os vários acontecimentos históricos perpetuados por regimes ditatoriais no qual as pessoas (principalmente as mulheres) são obrigados a se submeterem á qualquer vontade de seus governantes.

São tantas comparações entre a realidade e a ficção que é impossível não pensar sobre.








Não pretendo aqui contar muito do que se trata a história: prefiro que você assista e vá se surpreendendo e desvendando esse mundo sombrio em que a  história se passa. Quando me perguntam do que se trata a série, meu resumo básico é:

 Em um suposto futuro alternativo distópico,  devido a algum fenômeno, os humanos se tornam, em sua maior parte, inférteis. Atribuindo a infertilidade á natureza feminina, um grupo denominado Filhos de Jacó, realizam um golpe de estado nos EUA e tomam o poder. Fundam então a "república de Gillead" que possui um opressor fundamento religioso e instalam no país um regime militar fascista no qual as mulheres se tornam as maiores vítimas.
Na série, já somos apresentados á esse regime em seu total poder e submissão da população e é através de flash-backs dos personagens que vamos, gradativamente, descobrindo como isso ocorreu e como aos poucos, as pessoas foram perdendo seus direitos. Sob um novo regime de castas sociais, as mulheres foram subjugadas e perderam todos os seus direitos civis: não podem trabalhar, ter propriedades, dinheiro ou mesmo ler.
Por conta da infertilidade que assola o mundo, a república de Gillead se isola e tira todo e qualquer direito ás mulheres, as separando em "classes" para que cumpram suas funções "para com Deus e a sociedade". 
Assim, as mulheres férteis são obrigadas e doutrinadas a se tornarem "aias" que em suas típicas roupas vermelho-sangue são enviadas á casais ricos no qual são estupradas em um ritual denominado A Cerimônia" (com participação visual da esposa infértil do marido) para engravidarem e darem á luz á crianças. Após o nascimento, elas são separadas dos bebês e levadas para uma outra família, onde a situação se repete.
Já achou isso chocante?
É só o começo de toda opressão e humilhação. 

E ao longo da história acompanhamos a aia Offred (cujo nome real é June) em seu pesadelo diário na convivência com o casal Watterford: as violências físicas e emocionais, seu psicológico gradualmente fragilizado, a forma como ela procura forças em uma situação onde, aparentemente não há ninguém que possa lhe ajudar. É através dela (brilhantemente interpretada por Elisabeth Moss, dotada de uma expressividade ímpar) que vamos acompanhando a história das demais aias, a violenta aura de Gillead, as nuances de Serena Watteford, o misterioso Nick, a coragem de Emily e Moira e por aí vai.
Um dos pontos altos da série é a forma como acompanhamos o presente e o passado dos personagens em flashbacks que remetem a antes da dominação de Gillead: onde as pessoas viviam como nós vivemos e de repente, de forma súbita e gradual, as coisas começam a mudar, os direitos começam a ser tirados, guardas armamentistas começam a dominar.
Quando se percebe, é tarde demais.



Em termos técnicos, a série possuem uma narrativa excelente: focada no psicológico das personagens centrais. A série é silenciosa, os personagens falam baixo na maior parte do tempo, o que reflete a postura da mulher nessa sociedade distópica.

As esposas dos grandes lordes se reservam somente ao papel de esposas "recatadas e do lar" vestindo sempre trajes na cor verde-musgo; as empregadas domésticas denominadas "marthas" são inférteis e vestem cinza. E para as aias, sobra o odioso traje vermelho que deixa claro que são "férteis", portanto propriedade dos lordes para reprodução.
Toda essa paleta de cores aliada á fotografia que raramente vemos em séries, torna a atmosfera de Handmaid's Tale sufocante, opressora e sombria (é interessante notar que os dias são sempre cinzentos ali). E a filmagem das cenas é outro ponto relevante: ela é contínua ao longo de determinadas cenas, acompanhando o personagem e seu olhar ou optando por posições que nos dão a sensação de que algo pode acontecer ou alguém pode estar observando. O horror visto na tela é de embrulhar o estômago e a câmera não tenta se esquivar. Diferentemente de outras séries feitas apenas para chocar, as cenas ali têm contexto e são duras de assistir. Mas necessárias.

Até porque, sendo bem franca, embora Handmaid's Tale aos poucos mostre as personagens femininas (e também alguns homens) começando a se unir através de pequenos gestos, comentários, olhares e atitudes, a esperança que paira é constantemente um filete: não haverá ali uma estrondosa revolução e isso fica bem claro em vista da total limitação, agressão e alienação impostas. Mas mostra em suas personagens, a força emocional, a coragem, o controle e a adaptação sem perder sua própria essência é uma demonstração de que isso pode desencadear uma gradual mudança.




Considerada por muitos como uma serie de viés feminista (e de fato o é também) não podemos considerá-la unicamente isso. Porque ela é muito mais. É uma série de conscientização para todos aqueles que sabem a importância que é contestar, duvidar e confrontar atitudes político-religiosas que se mostrem (de forma explícita ou velada) uma inclinação para diminuir e oprimir aquilo que não concordem.

E, embora a série tenha como seu público principal, o público feminino, é mais do que recomendado que os homens também assistam. Principalmente se forem homens conscientes. Porque a obra vai te fazer refletir MUITO MAIS sobre o peso da opressão e criar uma empatia pelas vítimas de algo que talvez não os atinja com a proporção que nos atinge.
Uma coisa que me dá um nó na garganta é que consigo visualizar muito bem também, infelizmente, que cenas ali que servem para causar desconforto e reflexão, podem acabar causando uma fantasia em misóginos que na certa iriam apreciar um regime como o de Gillead. E se conseguimos cogitar isso é porque no fundo sabemos o quanto de pessoas ávidas por perpetuar algo ruim estão inseridos na sociedade (as estatísticas de crimes de ódio não deixam mentir).

 Como mencionado antes, um cenário sociopolítico desses não se faz da noite para o dia. Muitas interferências, muito ódio à sexualidade alheia, muita tentativa de suprimir direitos e barrar coisas que as pessoas queiram fazer de suas próprias vidas, são visíveis antes mesmo do golpe final. E aí está o alerta. Em nosso mundo, temos inúmeras dessas coisas acontecendo, em estágios e lugares diferentes.
E isso é mostrado no universo da série através dos flashbacks que mais parecem pequenos avisos que, como a personagem June mesmo diz "não percebemos até que fosse tarde demais".






Eu me considero uma pessoa extremamente de boas e tranquila para assistir qualquer coisa de cunho violento (seja físico ou psicológico) de modo que não desperto qualquer tipo de "gatilho" além de uma reflexão mais demorada e profunda sobre o tema abordado ou a forma como cenas são mostradas. Mas The Handmaid's Tale se mostrou surpreendentemente uma exceção para mim. Pela primeira vez eu realmente me senti com um nó na garganta em determinados momentos da trama. Não apenas pelas cenas em si (as cenas por mais cruéis e realistas que pareçam até dá para manter o foco de que é uma produção) mas pela mensagem subtendida e tão dolorosamente possível que ela pode se tornar (ainda que não de uma forma literal como mostrada).  Á medida que acompanhamos a história, vamos tendo a perturbadora sensação de que ela parece mais uma previsão real do que apenas um conto de ficção.

Assim, ao mesmo tempo que eu quero indicar a obra para amigos e conhecidos, ao mesmo tempo fico com um certo receio. Porque a série toca bem no fundo de nossa psique, nos faz temer discursos e posturas reais de governos e movimentos religiosos. E as cenas de violência mostradas focam no estrago psicológico que causam nos personagens, o que na certa pode desencadear momentos de nervoso e preocupação (os conhecidos "gatilhos"). Tenho amigas que eu queria muito poder indicar a série para assistirem mas sei, com base no emocional, experiências traumáticas e até mesmo visão política, que a obra poderia causar um mau-estar.
Mas talvez essa série precise ser vista, precise ser comentada e debatida. Porque ela levanta questões e mais do que isso: nos serve de alerta.
Não digo aqui que nossa sociedade possa virar uma Gillead da noite pro dia mas que tenhamos consciência de que isso não vira algo semelhante apenas porque não nos calamos, não abaixamos a cabeça. Ainda que a trama tenha como "motivo para o avanço da religião extremista, a infertilidade humana" a forma como eles vão ganhando poder e benefícios para agirem a bel-prazer em cima dos outros é uma mostra que quanto mais vamos ignorando e aceitando os sinais que denotem perda de direitos sob a máscara de política e religião, se nos calarmos diante de atitudes preconceituosas e misóginas, mais força vamos dando para perdermos o que é nosso por direito.


The Handmaid’s Tale é uma série que nos mostra o que uma sociedade pode se tornar quando uma camada extremista começa a ganhar poder diante da omissão daqueles que podem suprimi-la.  Mostra como é fácil acontecer de termos nossos direitos e liberdades tirados pelo governo. Mostra como o fanatismo e a vontade de fazer o mal pode crescer se quem for contra isso não se impor. Talvez atraves dessa obra de ficção, percebamos que tais coisas já estão acontecendo em outros lugares do mundo e que se deixarmos, eles não vão apenas continuar, como vão se expandir.

Porque, sejamos francos: se ao assistir toda a série você não se sensibilizar ou não ficar nem um pouco perturbado e refletindo sobre o que é mostrado, tem algo muito errado com você. The Handmaid's Tale não é uma série de distração, é uma série de conscientização.



" Bendito seja o fruto...que o Senhor jamais possa abrir."


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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Calçados Cosplay - Se Atente á Eles!


Alguns calçados meus de cosplay

Se você quer fazer um cosplay bacana existe um detalhe de extrema importância que, á primeira vista pode não ser previamente notado mas que depois faz toda a diferença: o calçado.
Calçado é uma parte muito importante no cosplay mas ainda tem muito cosplayer que parece não dar a atenção necessária nele. Diversos cosplays utilizam calçados que você pode obter facilmente em loja de sapatos,já vários outros necessitam de calçados específicos a serem comprados ou confeccionados.
Calçados não são uma peça barata mas também não é algo com preço exorbitante se analisarmos o custo/benefício. Ainda mais se for um calçado de qualidade que, sendo bem cuidado, pode ser usado muitas vezes durante muitos anos ( eu mesma tenho coturnos com mais de 10 anos de uso que parecem novos).  



foto: Anime Destaki


Assim como outras partes do cosplay, se você quer atingir um bom resultado no seu cosplay, o calçado é uma parte que merece devida atenção. Não fica legal, no resultado final do cosplay, você usar um calçado nada a ver. Botas podem disfarçar e dar um contraste legal com boa parte dos cosplays, mas o tênis é um calçado que deve ser totalmente evitado se o personagem não o utiliza ou se a roupa realmente não combina.Se você está fazendo um cosplay porque gosta e não pela pura e simples "zoeira", não use tênis em personagens que originalmente não os utilizam. Caso você não tenha opção e precise usar, tenha a certeza que a roupa cobre completamente o calçado porque caso contrário, o efeito final do seu cosplay ficará comprometido.
Por exemplo, em um cosplay de Saint Seya que utiliza armadura, usar tênis é no mínimo estranho, levando em conta que armaduras são peças de combate e com peças de combate você utilizará botas e não tênis.


 
  
 

Alguns modelos de botas estilo armadura

(fonte: Google)


Se a personagem usa um salto, a ausência de um salto pode ou não influenciar no resultado final do seu cosplay. Por exemplo: a Harley de Suicide Squad usa uma bota de salto mas pelo estilo da roupa da personagem você pode optar por uma bota com um solado que considere mais confortável. Agora uma personagem cujo salto seja algo que destaque o estilo da personagem (por exemplo, Jessica Rabbit) o salto se torna um acessório fundamental. (no caso da Jessica Rabbit, ela usa um vestido de gala e vestido de gala você usa com salto).
No caso de saltos (eles dão sim uma baita diferença e elegância dependendo do personagem) existe diversos tipos de salto e você pode procurar o que lhe for mais confortável
Em muitos casos, o personagem possui um sapato bem específico, seja na cor ou no modelo e, se você quiser deixar igual ou o mais fiel possível, tem 4 opções:


- Comprar o Calçado do Personagem:

Dependendo do personagem, você pode encontrar o calçado próprio dele em sites como Aliexpress, Ebay e Wish. Como é importação, demora um pouco para chegar e você tem que pegar a numeração e/ou medidas corretamente.
- Encomendar o Calçado do Personagem
Principalmente em casos de armaduras onde não se encontra o calçado próprio ou mesmo se você não encontra o calçado para vender, pode encomendar com um cosmaker especializado em confeccionar sapatos. Como é um produto feito sob medida, pode sair um pouco mais caro (vai depender do modelo e detalhes).


 
Tipos de calçado que acabam sendo exclusivos de personagens



- Calçados para mais de uma ocasião

Alguns tipos de calçado são verdadeiros "coringas" que podem ser usados não apenas para mais de um cosplay mas até mesmo para rolês e dia á dia. É o calçado que você encontra em lojas de sapatos mesmo: tênis (se o personagem usa), botinhas, bota cano longo, sapatilha, scarpin, coturno militar e etc.
Neles é possível você até mesmo usar o  mesmo calçado para vários personagens : os da foto abaixo eu utilizo o primeiro em cerca de 5 cosplays e o segundo em uns sete. E são calçados de qualidade que já tenho há uns dez anos. (inclusive o coturno de salto tem história: usava ele para dançar na balada XD ).
São ainda calçados que você pode usar no rolê, em festa, para alguma ocasião especial e no dia á dia.


 
Aquele tipo de calçado que você usa no cosplay, no rolê, na vida



- Faça uma "capa de bota"

Uma solução muito utilizada por cosplayers por acabar sendo mais econômica ou se não consegue encontrar uma bota,´é costurar uma capa de bota. Na internet é fácil encontrar alguns tutoriais de como fazer e, embora seja um pouco trabalhoso, dá ótimo resultado se for bem feito (principalmente para botas de cano longo ou que vão até as coxas).



Capa de bota da Satsuki                             a minha da Sakura não é uma "capa" 

                                                              mas um improviso que deu certo



- Customize um Calçado Seu

Solução prática que pode dar bons resultados é você pegar um calçado seu e customizá-lo para o personagem que irá cosplayar. Muitos cosplayers recorrem á isso e também na customização de calçados comprados em brechós. Você pode pintar, encapar, colar adornos, etc dependendo do que for fazer. E os resultados podem ficar muito bons.
Muitos personagens utilizam calçados comuns ou com diferenças mínimas, de modo que você pode utilizá-los em seu cosplay e ter um resultado fantástico.
Por fim, existe uma diferença no quesito Conforto que deve ser levada em conta na questão de calçados.


 
Duas botas que eu customizei: foram customizações simples (pintura e

colocação de detalhes, mas já dá pra ter uma ideia)




Para photoshoots, no qual você pode priorizar o resultado do seu cosplay e onde você fica menos horas o utilizando, pode optar por usar o calçado próprio do personagem (no caso se ele for de salto com o qual você não está acostumado a usar). Agora em eventos, se for um cosplay no qual você irá andar muito ou utilizar por muitas horas, opte, se possível (caso você conclua que o sapato seja muito desconfortável), por um calçado mais confortável para que não chegue na metade do evento você já queira tirar. E se não tiver como e ter mesmo que usar um calçado não muito confortável, sente-se de tempos em tempos para descansar.
Priorize sempre o conforto para seus pés não sofrerem depois.


Aquela bota que lacrei.


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Photos by:
ValRo Photography
Danilo Duarte Fotografia
Daniel Kato
Matheus Machado Fotografia
Danilo Marroni