terça-feira, 19 de junho de 2018

Um Pouco sobre Jurassic Park




Com a estréia de Jurassic World - Fallen Kingdom, meu vício por dinossauros está no auge.
Dinossauros sempre foram uma das coisas que mais gosto e isso desde que me entendo por gente.
Então, acho que seria legal falar um pouco sobre isso nesse post, já que fazia tempo que não atualizava o blog.


Antes de ler o texto, coloque essa música pra tocar.


Pelo que eu me lembro, meu primeiro contato com dinossauros foi através de um antigo livro do meu pai, chamado O Mundo em que Vivemos. Esse livrão continha imagens maravilhosas retratando dinossauros e outras criaturas pré-históricas. Eu era criancinha, mas passava horas folheando os livros e admirando a parte dos dinossauros.
Embora tais imagens contivessem informações erradas sobre os dinossauros, não chegaria a chamar isso de erro. Sabemos que a paleontologia traz novas descobertas e refaz descobertas á cada dia. Antigamente se acreditava que os dinossauros terópodes caminhavam eretos (como retratado em filmes antigos) e só muitos anos mais tarde descobriu-se que eles caminhavam curvados, com a cauda e a cabeça quase na mesma altura a fim de manter o equilíbrio e aumentar a velocidade. Jurassic Park foi o primeiro filme a mostrar terópodes (como a T.Rex) caminhando dessa forma. E essas descobertas foram sempre ocorrendo, como a de que os dinossauros (principalmente os carnívoros de pequeno porte) eram extremamente inteligentes e coordenados (Jurassic Park também foi a primeira obra a mostrar isso para o grande público com seus Velociraptors - que na verdade são Deinonichius).
Recentemente, inclusive foi descoberto que o Spinossauro (o maior predador terrestre já descoberto) na verdade caminhava nas quatro patas e era capaz de mergulhar (imaginem um bicho daqueles correndo com toda velocidade em quatro patas!) .

Eu já então já amava dinossauros e, quando Jurassic Park estreou nos cinema em 1993, eu era uma criancinha e meus pais me levaram para assistir o filme. E eu fiquei simplesmente apaixonada e fascinada. A partir daí eu queria aprender mais sobre. Lembro que, quando sai do cinema estava tão encantada que meus pais foram comigo em uma loja e me compraram um T.Rex de brinquedo.
Com o imenso sucesso de Jurassic Park muitas coisas foram lançadas e fui aprendendo muito com a revista DINOSSAUROS, que era lançada pela editora Globo. Eram revistas que você comprava e elas vinham com peças para se montar um esqueleto de T.Rex. O mais legal é que essas revistas continham informações bem bacanas sobre espécies de dinossauros, grandes descobertas e o mundo pré-histórico. E como esquecer nessa época foi lançado também, as cartas e o álbum de figurinhas dos chocolates Nestlé? Ah nostalgia boa!


  

 


Naquela época não havia internet como temos hoje, então eu só fui ter conhecimento que Jurassic Park veio de um livro após o lançamento de Jurassic Park - Mundo Perdido (a aguardada sequência que acabou decepcionando um pouco). Os dois livros, do escritor Michael Chrichton eram bem difíceis de achar na época, estavam esgotados mesmo na editora. Então eu consegui milagrosamente encontrar exemplares em bom estado, em um sebo perdido no centro de SP. E quando li os livros, fiquei ainda mais apaixonada por Jurassic Park.
Os livros são fantásticos, com uma narrativa profunda, uma excelente abordagem sobre a Teoria do Caos, os perigos da manipulação genética e com dinossauros muito mais violentos e viscerais que os dos filmes. Até hoje, é possível notar que os filmes "pegam" uma ou outra coisa apresentada nos livros. Porém, os filmes que poderiam colocar cenas fantásticas que ocorrem no livro, não o fizeram. Seria épico ver a cena em que Grant e as crianças fogem da T.Rex em um bote e a T.Rex os persegue nadando no lago! Ou na cena em Mundo Perdido que os Raptors se mostram muito mais agressivos e incansáveis.

Aliás aqui é importante lembrar de um fato: em Jurassic Park (filmes) todos os dinossauros criados são fêmeas. Isso era feito para manterem o controle e os animais não se reproduzissem. Mas claro que, parafresando o personagem Ian Malcom, "a vida encontra um meio" e os dinossauros começam a se reproduzir. No filme isso é mencionado apenas uma vez mas nos livros vamos vendo diversos momentos em que se nota a mudança comportamental dos dinos.


  


Mundo Perdido foi um filme muito inferior ao primeiro Jurassic Park (e a cena d T.Rex na cidade embora seja legal quando se é criança, depois que você vira um fã do livro e começa a analisar a obra por um ponto de vista mais crítico, começa a achar péssimo), mas não é de todo ruim. Contém cenas ótimas como a do casal T.Rex atacando o trailler e os Raptors cercando os personagens na base. Talvez o melhor do filme é que eles nos apresenta a Isla Sorna...o complexo B. Sim, existem 2 ilhas com dinossauros! A INGEN (a empresa por trás de todo o projeto de criação dos dinos) possuía a Isla Nublar (onde foi criado o parque) e a Isla Sorna era a ilha dos experimentos, onde faziam verdadeiramente as criações dos dinossauros.
Embora isso seja mostrado no segundo filme, é no terceiro que ele é melhor retratando, dando a ideia de abandono nos complexos e mostrando a evolução da inteligência dos Raptors. Além de nos apresentar o projeto secreto da Ingen: o Spinossauro. Nesse ponto é legal lembrar que Allan Grant menciona que esse dinossauro NÃO constava na lista de espécies da Ingen ou seja..mesmo depois do fechamento do protótipo de parque no primeiro filme, a Ingen continuou as experiências. E com Jurassic World, vemos que a real intenção da Ingen sempre foi transformar os dinossauros em armas de guerra. Inclusive o financiamento dela para Henry Wu criar os híbridos e o treinamento dos Raptors é um bom exemplo disso.

Entretanto, é uma pena que Isla Sorna, o sítio B, não seja algo que a nova trilogia pretende abordar. Se ainda tinhámos esperança disso, o novo filme já deixa claro qual rumo a história irá tomar. O que é uma pena, pois Isla Sorna é um verdadeiro Mundo Perdido capaz de criar um enredo assustador.
Inclusive tempos atrás li uma teoria muito interessante a respeito dos Raptors da Isla Sorna: como eles cruzam entre si, estão ficando mais 'puros' geneticamente. Sendo Raptors menos artificiais do que os criados posteriormente para o parque.




Chegamos agora a Jurassic World. Essa nova trilogia que trouxe de volta o poder incrível dos dinossauros e dessa que é, sem dúvidas uma das melhores franquias da história do cinema. O primeiro Jurassic World realiza sonhos de fãs, enche de nostalgia, apresenta um novo rumo para a história e coloca uma quantidade imensa de dinossauros na tela. Mas ele traz também a reflexão sobre o poder da genética e o real intuito que empresas como a Ingen.
Criar dinossauros para agradar pessoas em um parque é pensar pequeno...os financiadores pensam grande e com a genética em mãos no que você pode usá-la? Isso mesmo, na guerra.

Se inicialmente a ideia de dinossauros como armas de guerra na franquia JP parecia viajada demais, hoje vemos que não e que ela se encaixa perfeitamente  E, em Fallen Kingdon isso não fica só evidente, como é começado a ser colocado em prática.
E já aproveitando o gancho: Fallen Kingdon é, talvez, o filme mais sombrio e reflexivo da franquia. Seja ao abordar a extinção, seja ao abordar o poder da genética, seja ao abordar a ganância não apenas humana, mas de todas as nações. Porque, se focarmos em uma percepção realista: se a criação de dinos fosse realmente real, lógico que os países procurariam usar isso como arma de guerra, ainda mais pelo alto custo investido.

Os Raptors de cada filme

Os híbridos Indoraptor e Indominus


Enfim..pelo visto em vez de falar da minha experiência sobre JP acabei falando somente um pouco do que penso a respeito. Na verdade, não iria somente tecer elogios porque se eu fizesse, esse texto ficaria enorme. Também não iria me ater aos aspectos técnicos tais como: o sempre excelente elenco com seus personagens memoráveis, a direção primorosa de Spielberg, o lucro que a franquia rende há décadas, o avanço dos efeitos especiais e mecatrônica em criar dinossauros cada vez mais realistas, as cenas que nos arrepiam e encantam até hoje (como esquecer a clássica cena da T.Rex atacando o carro, os Raptors perseguindo as crianças na cozinha e mais recentemente a Mosassauro em ação (a presença dela foi um dos meus sonhos de ver em um filme de JP), os raptos correndo lado á lado com humanos, dentre tantas outras cenas (o Dilofossauro abrindo suas ventas e jogando veneno!) e claro a trilha sonora, que você está ouvindo enquanto lê isso: uma das mais belas e memoráveis do cinema (da autoria do sempre incrível John Willians).

Eu também tentei me conter aqui a falar sobre as inúmeras teorias sobre o universo de JP, a Ingen e outras coisas. Bem como as referências não apenas de um filme para outro, mas também a respeito das descobertas sobre aparência/comportamento de determinadas espécies, bem como as diferenças (embora seja legal o Dilofossauro abrindo as ventosas e soltando veneno, é provado que isso não ocorria). Inclusive, a franquia é tão engenhosa que, embora possua alguns erros (mas que filme não tem?) os produtores sabem como contornar a situação de uma forma factível dentro do universo da trama. A explicação das diferenças comportamentais e físicas de alguns dinossauros é explicada pela manipulação genética: para completar o DNA dos dinossauros, foi usado DNA de outros animais e isso torna os dinossauros de JP não verdadeiramente dinossauros "puros". A Indominus Rex, é um híbrido criado além da carga genética de outros dinossauros (que já continham DNA de outras espécies) com DNA de outros animais (o filme cita lulas como um dos animais cujo DNA foi utilizado).


A Rex pode ser a rainha, mas a Mosassauro é a deusa


Com Jurassic Park em alta, temos acesso há muito material e produtos da franquia e relacionados ao tema e isso é uma maravilha para quem é fã. Dá vontade de sair comprando tudo XD. Se pudesse eu comprava muita coisa mas como não, vou aos poucos escolhendo o que mais quero. Mas dá uma sensação ótima ver os dinssauros em alta novamente, conquistando público de todas as idades. É assitir filme que o adulto sai fascinado, a criança sai fascinada, o idoso sai fascinado, o jovem sai fascinado. Esse é o poder da franquia Jurassic Park, esse é o poder dos dinossauros no imaginário popular.
 Como é dito em Fallen Kingdon: "Quando foi a primeira vez que você viu um dinossauro?".
E a primeira vez que vemos um, seja em livro, em museu, em filme, ficamos apaixonados por eles. E os filmes sempre levantam a questão de que se fosse possível trazer os dinossauros de volta á vida, os problemas que iriam ocorrer. Sabemos que seria errado e não daria certo, mas mesmo assim gostaríamos muito de ver.


Eu trocando uma ideia com a baby Blue.


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Um comentário:

  1. Gosto da franquia, ela só tem melhorado! Mas minha paixão mesmo é com dragões haha.

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