quarta-feira, 25 de maio de 2016

Teatro dos Contos de Fadas


Certos clássicos da TV, quando são realmente bons, tornam-se memoráveis em nossa mente, principalmente quando os vemos em nossa infância. E qual não é nossa surpresa quando, ao revermos já adultos, percebamos mais detalhes interessantes deixemos passar por conta de nossa inocência infantil. Revelando que uma mesma produção pode ser ao mesmo tempo infantil e adulta, dependendo da forma como que olhamos, sendo sempre assim interessante.

Teatro dos Contos de Fadas (Farie Tale Theatre no original) é um dos melhores exemplos disso. Criado e produzido pela talentosa e versátil atriz inglesa Shelley Duvall com o estúdio em parceria com a Gaylords Producition por volta de 1982, essa compilação de contos de fadas representadas em forma de mescla teatro e filme, mascou toda uma geração. No Brasil, a série de 26 episódios foi exibida pela TV Cultura em meados da década de 90. Quem acompanhou a grande programação infanto-juvenil semanal da emissora nessa época, certamente se recorda desta produção, que figura entre os fãs nostálgicos da emissora como um dos principais clássicos da TV Cultura.


Shelley Duvall

Essa diferente e original adaptação de famosos contos de fadas, foi elaborada, como já dito anteriosmente, por Shelley Duvall. Shelley já atuou em diversos filmes e é mais lembrada por fazer a esposa de Jack Nicholson no filme O Iluminado, de Stanley Kubrick e a Olívia Palito em Popeye. Distanciando-se um pouco da carreira de atriz, Duvall dedicou-se ao seu trabalho como produtora e dentre seus trabalhos, devem destacar a série que mencionamos nesse artigo.

O Teatro dos Contos de Fadas pode não ser visualmente mágico, e, para os padrões atuais (e mesmo para certos padrões da época) os efeitos visuais sejam deveras ultrapassados, mas isso, em momento algum diminui a credibilidade da obra. Como o nome diz, é um teatro que conta histórias; logo temos a sensação de assistir uma peça teatral ousada e com elenco talentoso e sempre diversificado.


Em todos os capítulos, contamos com a presença de Shelley Duvall, que recepciona o telespectador e apresenta a história em questão. A própria Shelley chegou a participar de alguns capítulos como personagem principal.
Os capítulos da série não seguem uma ordem cronológica, pois se tratam cada qual de um conto fechado. Porém se acompanharmos pela ordem em que foram produzidos, é possível notar uma sutil melhora nos efeitos visuais dos primeiros até os últimos episódios.




Como o próprio nome diz, Teatro dos Contos de Fadas narra magistralmente e com uma genial e afiada sequência de diálogos e eventos, diversos contos de fadas famosos e alguns nem tão famosos. São histórias de fantasia de diversos autores ao redor do mundo, com destaque para os contos dos Irmãos Grimm e Hans Cristian Andersen. Os contos narrados são deveras fiéis as obras originais e assim não é de suspreender quando vemos uma versão diferente de certos contos que conhecíamos pela Disney e livros infantis.
Porém, talvez o mais fascinante nessa série seja com relação ao elenco, diferente a cada capítulo. Quando somos crianças esses notáveis detalhes passam despercebidos e assim, quando tornamos a assistir, já adultos, somos acometidos por uma surpresa atrás da outra.
Citar todos os atores e atrizes conhecidas demandaria uma longa lista, de modo que talvez seja mais prático ressaltar capítulo por capítulo através da lista de episódios.


A Princesa e o Sapo – com diálogos afiados, temos a presença de Robin Willians como o sapo.

Rapunzel – fiel ao conto original, a adaptação conta com a própria Shelley Suvall como protagonista.

Os Três Porquinhos – o divertido conto ilustra bem a personalidade de cada porco e tem Jell Godblum no papel de lobo machão.

- Pinóquio – extremamente teatral e curiosamente estranho, podemos ver James Belush em um papel secundário.

A princesa que Nunca Sorria – um conto pouquíssimo conhecido, mas que ilustra uma princesa rebelde na atuação de Ellen Barkin.

- Rumpertliskin – o conto do maldoso duende novamente de Shelley Duvall como protagonista.

A Bela Adormecida – com base no conto original, reproduz a deliciosa história com o notável Cristopher Reeve no papel do valente príncipe.

João e o Pé de Feijão – deveras divertido com sua dramatização, o capítulo tem a presença de Nennis Cristopher. E a “vaca” é hilária.

O Dorminhoco – o misterioso conto torna-se sutilmente macabro sobre a direção expressionista de Francis Ford Coppola.

Cachinhos Dourados e os 3 Ursos – a divertida adaptação tem um ritmo constante com a simpática família urso e narração de Hoyt Axton.

A Bela e a Fera – um dos contos mais caprichados, tem Susan Saradon como Bella. As filmagens e a maquiagem da fera foram as mesmas utilizadas no filme de 1946.}

Alladin – fiel ao conto original, a história é divertida com pitadas de elemento gótico devido a direção de Tim Burton.

O Menino que Saiu de Casa para Descobrir o que era o Medo – um dos mais divertidos e assustadores contos possui um ótimo roteiro com a atuação de Cristopher Lee e narrado por Vicent Price.

- Mindinha – Uma história conhecida repleta de elementos típicos de fantasia com Carrie Fisher no papel principal. Muito reprisado na Cultura.

O Gato de Botas – O conto com elenco principal totalmente afro-americano conhecido na época que apimenta o humor.

A Princesa e a Ervilha – a melhor adaptação do conto, com roteiro hilário e excelente atuações teatrais de Liza Minelli e Tom Conti.

Cinderella – memorável e divertido, o destaque fica para a atuação de Matthen Broderick como o desajeitado e encantado príncipe.

O Flautista de Hamelin – o mais estranho e perturbador de todos os contos, fielmente recontado e com Eric Idle no papel do sinistro flautista.

Branca de Neve e os 7 Anões – o clássico contado capricha no destino da rainha e nos anões, tendo Elizabeth McGovern como Branca, Vanessa Redgrave como a cruel rainha e Vicent Price como o espelho mágico.

- Chapeuzinho Vermelho – divertido, o destaque fica mesmo para o lobo Reginaldo, interpretado pelo eterno “Alex de Large” Malcom McDowell.

A Pequena Sereia – o legitimo conto possui a melhor trilha sonora, a bela Pam Daneber como a Sereia e o final mais triste e belo de todos.

As Princesas Dançarinas – conto pouco conhecido, tem um ritmo leve e um casal que compete entre si, interpretados por Peter Wellerem.

O Rouxinol – a clássica fábula chinesa é contado em um ritmo lento mas o destaque fica para o imperador, vivido por Mick Jaeguer.

A Roupa Nova do Imperador – conto do monarca narcisista, viciado em roupas e repleto de trejeitos tem o versátil Dick Shawn no no papel principal.

- João e Maria – extremamente interessante, conta com o talento das crianças e Joan Collins como a sinistra bruxa da casa de doces.

A Rainha da Neve -  um dos contos mais lembrados e fascinantes, possui bons elementos e Lee Remick está excelente como a Rainha do Inverno.


Como pudemos ver, o Teatro dos Contos de Fadas possui participações de renomados e populares atores/atrizes da época. Embora eu tenha mencionado somente alguns, praticamente todos eram conhecidos por outros trabalhos. O que parece transmitir a sensação de que todos eles eram conhecidos de Duvall. E parece que se divertiam brincando em se tornar personagens de fábulas.

A série foi produzida entre o ano de 1982 e 1987 e, embora não tenha feito um estrondoso sucesso, fixou-se na memória de muita gente e até foi bem comentado na época. Quando foi exibida no Brasil na década de 90, fazia a alegria da garotada juntamente com os demais programas da emissora, fixando-se na memória. Eu digo porque sei.





Teatro dos Contos de Fadas é ousado e criativo, não com relação a efeitos especiais – que são em alguns casos bem chinfrins – mas em termos de roteiro.  Reavendo a essência das histórias na versão praticamente original (de acordo com os padrões oficiais) temos a chance de conhecer melhor elementos essenciais de certas obras que foram suprimidos ou alterados em produções da Disney, por exemplo. E também conhecendo contos pouco divulgados.

A forma como Duvall e sua equipo elaboraram o roteiro de cada história e a presença de conhecidos ilustres torna a série apreciável para o público de todas as faixas etárias. Aliás, talvez ele seja até melhor para a parcela adulta, que consegue tirar o proveito das ironias, dedicação dos artistas e referências discretas e diversas presentes em cada capítulo enquanto saboreia um nostálgico conto da infância.



Para quem gosta de fantasia e aprecia as histórias contadas na própria infância, Teatro dos Contos de Fadas é perfeito. Pois não é porque você tornou-se adulto que deva abandonar o estilo de histórias que tanto lhe agradou quando era criança. E para tornar a apreciar, não é preciso que as histórias de magia tornem-se contos bizarros, violentos, eróticos ou absurdamente psicológicos. Eles naturalmente e originalmente possui diversos elementos, disfarçados e ocultados de forma metafórica visíveis para aqueles que possam perceber e interpretar. E talvez seja exatamente por isso que essas histórias continuem atraindo o interesse a séculos, ora tendo contextos alterados e inovados para se adequar a época.

Shelley Duvall em seu Teatro dos Contos de Fadas foi cuidadosa em escolher as histórias abordadas, apresentando sua lição moral logo na introdução. A forma como os cenários são montados valorizam a idéia de teatro (como pode ser visto em Pinóquio) ou revivendo locais em que já foram realizado filmagens anteriores (isso ocorre no cenário de A Bela e a Fera), sem contar as adaptações para enriquecer o roteiro (recurso muito bem utilizado em A Princesa e a Ervilha) mantendo sempre o foco de manter a história original (como pode ser visto em A Pequena Sereia).


 


Além de recontar fábulas mundialmente conhecidas (como Cinderela), apresenta contos pouco conhecidos (A Princesa que Nunca Sorria) e fábulas de animais (Os 3 Porquinhos), a série ousa em apresentar contos que definitivamente não são infantis (O Flautista de Hamelin e O Dorminhoco). Há contos que valorizam conceitos (Cachinhos Dourados), contos que parecem mas não são tão infantis assim (Rapunzel), contos que utilizam metáfora (Chapeuzinho Vermelho) e por ai vai. Se eu fosse enumerar, este artigo se tornaria literalmente uma monografia.

Teatro dos contos de fadas é diferente, divertido e encantador. Uma pena que tenha apenas 26 capítulos, pois muitos contos poderiam ser explorados. É uma produção repleta de detalhes, referências e, acima de tudo, um sempre presente e nostálgico encanto.



~*~

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Jundiai Anime Fest




E nesse domingo ( 15/05) rolou o JUNDIAI ANIME FEST na cidade de Jundiai. Como é um dos únicos eventos da região, das quatro edições que ocorreu até agora fui em 3. E o que posso dizer do evento é que foi legal e valeu á pena!
Na verdade eu  não pretendia ir ao evento mas inúmeros fatores acabaram por me fazer decidir ir (desde o fato do cancelamento de um evento na capital e também á pedido de amigos), o que se provou uma decisão acertada. Costumo dizer que o que REALMENTE vale á pena em um evento são as pessoas que estão com você e novamente tive essa certeza no JAF.


na espera do concurso cosplay com as migas.


Quem já foi, sabe como é o evento. O JAF é um evento de porte pequeno e o local é bom mas não é dos melhores. O evento tem crescido em público e penso que já está na hora dos organizadores procurarem um outro local. Ainda que na região seja um pouco difícil encontrar outro local que comporte o evento ainda assim acredito que é possível.
As atrações também precisam ser revistas. Nada contra quem curte Youtubers mas acho que está mais do que na hora de criarem eventos unicamente para eles e seus fãs. Entendo que youtubers agregam dinheiro para o evento mas ultimamente todos os eventos colocam-os como as grandes atrações quando não deveriam. Nesse JAF senti falta da presença de alguma banda que tocassem músicas relacionadas ao meio otaku/geek no palco principal.
O espaço do JAF não é de todo ruim. Particularmente é um bom lugar se for bem ajeitado. Os banheiros são excelentes: grandes e ótimos para se trocar além de limpos. E finalmente o evento atendeu as preces e colocou um guarda-volumes! Isso ajuda e muito os cosplayers.
Ouvi reclamações porém, acerca da revista. Assim como ocorre em demais eventos, estavam barrando da galera entrar com coisas completamente inofensivas (lápis de olho, remédio para asma/siniusite sendo barrado? Gente, parem!)
Eles implicam com coisas mínimas e liberam coisas que realmente podem machucar alguém. Acho que a revista se baseava neles olharem para a pessoa e decidirem se iam implicar ou não.



Um outro ponto falho da organização foi a extrema demora para o concurso cosplay por conta do atraso do youtuber. Deixaram os cosplayers mais de uma hora esperando nos fundos do palco sem dar qualquer explicação. Pessoal lá perdeu um bom tempo por conta da falta de organização que deixou todos os participantes desconfortáveis. Eu desisti de concurso, sai, fotografei num ponto do evento e quando voltei para participar o pessoal AINDA estava esperando.
Organização, revejam melhor isso aí. Nas outras edições não ocorreu esse problema não.
Outra coisa que achei estranho nessa edição foi a falta de pessoas cobrindo o evento. Cadê os fotógrafos? Avistei poucos pelo evento. Ano passado havia mais, inclusive com um espaço para os cosplayers serem fotografados.
Andar pelo evento estava de boas, só a parte próxima ao palco/estandes mais cheia, mas nada que fosse realmente dificil para trafegar. Uma coisa que gosto do JAF é o palco. Ele é bem alto e espaçoso. Quanto ao preço do ingresso compensava comprar online.


Ganhamos! Por essa não esperávamos!




Com a demora do concurso cosplay acabei desistindo mas depois acabei indo e no fim acabei ganhando o segundo lugar na categoria desfile! Mano, eu realmente não esperava isso sendo que meu cosplay de Hit Girl eu considero simples e eu mesma quem fiz os acessórios. Foi uma tremenda surpresa e não ganhei sozinha pois minha amiga Mari também ganhou na categoria Comics. Tá, foi engraçado momento que subi no palco e ficamos nos abraçando como se tivessemos ganhado um concurso da Yamato XD.
Meu segundo prêmio no JAF. Ganhei a primeira vez na mesma categoria na primeira edição do JAF usando meu cosplay de Levi Rivaille.

Minha idéia original não era usar a Hit Girl. Eu estava em dúvida de qual cosplay usar no evento e pedi opinião para várias pessoas. Eu havia decidido ir com outro mas no dia do evento fez um baita calor e optei pela Hit Girl que era um cosplay mais leve. E foi uma decisão acertada em todos os quesitos!




Preciso agradecer ao meu namorado por estar sempre do meu lado apoiando meus projetos cosplays, incentivando, dando palpite, carregando os acessórios, me fazendo companhia. Obrigada!!
E claro também aos meus amigos porque com a gente a zoeira é monstro!  Depois que achei um cantinho ali no evento para tirar fotos, acabamos tendo arsenal para a criação de vários memes. Agradecimento especial á companhia da Mari, Roger, PaulaFer, Bia, Thiago, Yara, Mariana, Telma, Bruno e várias outras pessoinhas que gosto!

Chego á conclusão de que preciso fazer um photoshoot urgente da Hit Girl. Será que consigo ainda esse ano? Já tenho uns locais em mente que dariam ótimos cenários. Vou só dar uma melhorada na minha lança antes, se bem que acho que pra fotos ela ainda dá pro gasto.


Hora do Lanche com serlfie e coxinha no cone!! \o/


Enfim, valeu á pena ter ido no evento. O JAF é legal se você vai com os amigos e isso eu digo desde a primeira edição do evento. É um evento que eu particularmente gosto e por ser na cidade onde eu moro acaba se tornando super acessível para ir. Jundiaí e região possuem um público que cresce á cada dia então tendo eventos aqui é super bacana e realmente dá retorno para os organizadores.

O evento valeu á pena pelas pessoas que estavam lá e pelo concurso que eu considero ele como uma vitória na minha recente habilidade de tentar fazer acessórios cosplay. Agradeço muito á todos os que elogiaram o cosplay tanto pessoalmente quanto pela internet depois. Isso me motiva a continuar melhorando e me aperfeiçoando cada vez mais. E agora...bora focar nos próximos projetos de cosplay!



Fotos de:

Acervo Pessoal
Jefferson Girotti.
Canal SK

~*~

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Cosplay - Draco Malfoy - Harry Potter




Aqui, postarei as fotos do meu cosplay e também comentários que eu ache interessante registrar. Seja sobre o personagem, sobre como consegui meu cosplay, o retorno que me trouxe e o que mais eu considerar relevante.

o personagem

O Personagem na Série:

Draco Malfoy é um bruxo sangue puro pertencente á casa Sonserina de Hogwarts. Rival do protagonista Harry Potter, Draco é o clássico garoto rico, mimado, convencido e super protegido, o que o torna prepotente e muito provocador. Ele pertence á poderosa e influente família Malfoy, uma das mais tradicionais do mundo bruxo e é filho único. Seu pai é Lucio Malfoy ocupa um alto cargo no Ministério da Magia e é um Comensal da Morte; sua mãe, irmã da poderosa Bellatrix Lestrange, fiel seguidora de Voldemort. E como padrinho, Draco tem ninguém menos que Severo Snape.
Sendo aluno da Sonserina, Draco era sempre escoltado por outros alunos puxa-saco e ele sabia como tirar proveito disso. Sempre adorou provocar Harry, Rony e Hermione (se ferrando muitas vezes por conta disso) e embora se gabasse sempre que se via em problemas ele fugia ou ameaçava pedir ajuda ao pai.. Posteriormente, Draco acabou também se tornando Comensal da Morte, mais por pressão da família (e pela presença de Voldemort) do que pela própria vontade.
Apesar de ser irritante e provocador, Draco se mostrou não de todo mal e também uma vítima do próprio destino.



Draco é um personagem que gosto. Eu tenho uma tendência á curtir personagens que o público geral costuma odiar. Ele é meu segundo personagem preferido (ficando atrás apenas do Professor Snape). O padrão físico dele é de um tipo que eu curto fazer cosplay mas a decisão de eu fazê-lo ocorreu de forma inusitada. Estava em uma roda de conversa com os amigos e brincamos da possibilidade de um grupo de Harry Potter. Perguntei que personagem eu ficaria bem e ao mesmo tempo, em um eco unânime todos disseram: Draco. =p
Inicialmente minha intenção era fazer o Draco com a roupa tradicional de Hogwarts. Porém eu pensei muito sobre o quão útil realmente seria fazer o cosplay com a capa, já que ela é uma peça que não tenho como usar em outro cosplay. Optei então por fazer a versão dele depois da escola, quando ele se torna aprendiz de Comensal da Morte. Afinal, terno é sempre elegante e multiuso!




Eu ainda não tive oportunidade de usar este cosplay em evento. Como ele é um cosplay simples, funciona em grupo ou dupla. Até o momento o utilizei uma única vez, para realizar um photoshoot exclusivo com minha amiga de Bellatrix. Realizamos as fotos em um parque de São Paulo que possuía locais perfeitos. Foi muito bacana e divertido fazer esse ensaio e mesmo lá no parque várias pessoas nos reconheceram e elogiaram.
Espero muito poder usar esse cosplay em um evento ou mesmo em um encontro de fãs de Harry Potter. De repente até com um grupo de cosplay. Acho que seria lindo, divertido e renderia belíssimas fotos! Já tenho amigos e conhecidos que fazem alguns personagens mas estamos á procura de mais gente para se integrar ao grupo! Quem sabe para o próximo ano?



a primeira foto de Draco que causou um baita retorno positivo

Eu acabei tendo duas versões do Draco. A versão que mais gostei (dele como  aprendiz de Comensal da Morte) e uma versão com base na época de aluno da Sonserina. Ambas são super práticas de usar e confortáveis. Quanto á incorporar o personagem em si, não tive muitas dificuldades em fazê-lo. O Draco é o tipo de personagem sacana e mimado, é divertido incorporá-lo ( e é bom que vou treinando para que caso um dia.eu faça cosplay do Jofrrey de Game of Thornes). Lembro que quando fiz a prévia o pessoal adorou a expressão que usei no Draco, que traduz bem o jeito entojado do personagem.
O único porém dessa expressão é que ás vezes cansa de fazer ela por exigir um pouco dos músculos da face então no dia do photoshoot tive um pouco de dificuldades e cansaço de fazer tal expressão. Mas vou continuar praticando para não exagerar e ficar artificial demais e não deixar de lado e descaracterizar o personagem.




Eu gostei de Harry Potter assim que os livros começaram a ser publicados. Embora não figure entre minhas obras preferidas, Harry Potter é uma saga da qual gosto muito. E admiro demais a capacidade da Rowling de ter evoluído a trama da história que é simples no começo mas nos últimos livros se mostra de uma complexidade fantástica. Rowling soube crescer seus personagens no mesmo ritmo que seus leitores cresciam e isso torna Harry Potter realmente um marco único para gerações.

Todos os personagens centrais são bem trabalhados e compreensíveis,. Mesmo o Draco, do jeito arrogante e mimado dele, se mostra um personagem crível do qual podemos compreender as razões e atitudes dele em diversos momentos (principalmente nos últimos livros/filmes).. Assim como os protagonistas, Draco é um garoto jovem, confuso e destinado á uma responsabilidade que ele não gostaria de ter se pudesse escolher.



Draco Malfoy e sua tia Bellatrix Lestrange


Uma coisa legal em se ter o cosplay do Draco é que com ele posso fazer dupla com diversos personagens. Até o momento fiz dupla apenas com minha amiga de Bellatrix. Mas já tenho dupla prometida com uma Hermione. Tenho planos também de ter fotos com um Snape, Lucio, Narcisa, Rony, Pansy, Voldemort e claro, Harry. Adoro personagens versáteis assim porque fica sempre muito legal para se montar grupos e fazer fotos/vídeos.

Foi bem legal fazer o photoshoot com esse cosplay em uma temática mais "comensal da morte" e já aviso que conheço o local perfeito para se fazer um photoshoot em grupo de HP *_* E antes que me esqueçla, a tatuagem da Marca Negra foi presente da minha amiga. É uma tatuagem falsa (do tipo daqueles que se aplica com papel) que fica super bonita na pele (como podem ver pelas fotos) e é super fácil de tirar (sai naturalmente ou no banho..só ir esfregando aos pouquinhos que vai saindo). E ela é barata e não-alérgica, super compensa.


  


É importante salientar que esse cosplay só foi concluído graças ao enorme incentivo da minha amiga Larissa Corregio. Ela é grande fã da saga Harry Potter e já fazia cosplay da Bellatrix Lestrange. Quando soube que eu faria o Draco ela ficou super empolgada e me pressionava diversas vezes para eu finalizar o cosplay ou pelo menos mostrar uma prévia á ela. Eu sempre deixava a prévia de lado por conta da correria mas um dia ela me mandou a foto do presente de aniversário que havia comprado para mim: era a peça que faltava para o  cosplay, a  varinha do personagem. Na hora que eu eu vi o presente. literalmente corri para fazer a prévia.

E assim que postei a prévia eu fiquei realmente surpresa com o baita retorno positivo que tive. As pessoas não paravam de dar like e elogiar, eu fiquei até surpresa porque não esperava tudo isso. Foi muito motivador receber todo esse retorno já na prévia e isso me fez gostar ainda mais do cosplay e fazer o melhor possível nele.




Como este é um cosplay recente, não tenho uma "evolução" dele. Apenas as duas versões que fiz e as quais usem no mesmo dia para o photoshoot. Eu sou o tipo de pessoa que sempre procuro melhorar os meus cosplays á cada vez que uso. Porém no Draco eu não sei o que eu poderia aperfeiçoar no cosplay porque ele usa trajes básicos. Penso em achatar mais os seios para que o terno não fique extremamente justo em algumas fotos mas fora isso não sei. Se alguém achar algo em que eu possa melhorar nesse cosplay por favor me diga! Sugestões e dicas são sempre bem vindas!

Sobre a capa da Sonserina eu não sei se irei comprá-la e fazer essa versão porque tenho vários projetos cosplay em mente e a capa não me teria muita utilidade que não para o Draco. Então como já tenho o Draco na versão de terno, prefiro manter ela que já considero suficiente e também porque gosto mais dele nessa versão.


 


Acredito que todos aqui já devem conhecer Harry Potter, mas quem não conhece eu super recomendo tanto os livros quanto os filmes. É o tipo de obra que tem um pouco de tudo e é apreciável para todas as idades.
E sobre o Draco..bom ele é o tipo de personagem que você pode detestar no começo mas depois acaba se apegando á ele justamente por ele ser bem do tipo que se é fácil detestar. Draco pode ser o clichê do garoto rico e mimado, mas isso que acabou lhe criando uma grande legião de fãs. Fora que ele é da Sonserina, a casa mais interessante e sombria de Hogwarts.




Enfim, o Draco é um cosplay que gostei muito de fazer e no qual não gastei praticamente nada, realmente! E obtive um resultado que gostei e que me surpreendeu muito pela receptividade positiva das pessoas. Ansiosa para poder usá-lo em algum evento!!




Photos by:

Dirceu Santana


~*~

domingo, 1 de maio de 2016

Civil War - Mais um Acerto da Marvel


O que dizer sobre Civil War?
Filme EXCELENTE!

Antes de comentar mais profundamente sobre o filme, deixo claro aqui que, embora goste de histórias de super-heróis, não sou uma leitora ávida dos quadrinhos. Desse modo, pouco sei sobre os ocorridos nele - conheço o básico mas opto por não me aprofundar pelo simples fato de que não tenho tempo para isso e quadrinhos são sempre muito extensos e com o quesito "universos alternativos" que deixa tudo mais dificil de acompanhar. Desse modo minha opinião sobre o filme será  de uma pessoa que gosta dos personagens, que conhece o básico das histórias dos quadrinhos mas que adora filmes de qualidade.

CIVIL WAR foi um dos filmes mais aguardados deste ano e mais uma vez a Marvel mostrou que SABE como fazer um bom filme de super-heróis. Atende ás expectativas e não decepciona. O filme consegue agradar todos os tipos de público: geral, que vai no cinema para conferir um bom filme; fãs dos quadrinhos; fãs dos personagens e que os acompanha por quadrinhos, desenhos ou filmes; crianças, jovens, adultos; apreciadores do cinema...
Isso, em uma sociedade capitalista e consumista em que vivemos é um grande diferencial.
Filmes de super-heróis custam caro aos estúdios. Muito caro, pois necessitam de uma grande produção. Logo, um filme de super-heróis tem que ser feito, primeiramente, pensando no retorno lucrativo á fim de cobrir os gastos de sua produção. Mas lógico que o filme deve respeitar os fãs dos quadrinhos.




Porém, adaptar para o cinema as complexas e longas sagas dos quadrinhos na íntegra é praticamente impossível e o que se faz é uma adaptação procurando sempre (ou quase sempre) se manter o mais fiel possível sem comprometer os parâmetros do cinema em si. Ao longo dos anos houve muitas adaptações de quadrinhos para o  cinema com erros e acertos. E isso se mantém até hoje. Mas conseguimos ver o avanço e o cuidado dos estúdios em procurar melhorar cada vez mais, aprendendo com erros e acertos. E a Marvel se destaca nisso: a maioria de seus filmes quase sempre se tornam um sucesso tanto de público quanto de críticos. Seus filmes agradam o público em geral mas também agradam os fãs de forma satisfatória.

A Marvel acertou em focar Guerra Civil no contexto dos FILMES, mostrando como se faz uma boa adaptação dos quadrinhos. Temos ali inclusive consertos dos roteiros de filmes anteriores (como Era de Ultron e IronMan 3) o que torna o enredo de Civil War simplesmente perfeito. As cenas de ação são incríveis, a coreografia de luta estão fenomenais e a grande batalha des equipes (que muitos tinham receio de que seria boa) ficou fantástica, superando muito as expectativas. É o tipo de filme que você sai satisfeito da sala de cinema,  não fica refletindo sobre os furos de roteiro e em consequência desgostando do filme (como ocorre com Batman x Superman). Guerra Civil pode ser considerado como uma das melhores adaptações da Marvel até agora. Os irmãos Russo na direção fizeram um trabalho excelente, sabendo dosar exatamente as cenas de ação, drama, piadas e inserção de personagens. São eles os diretores certos para conduzir filmes de super-heróis.




O destaque e grande foco do filme são mesmo os personagens. Todos eles são bem explorados, com as motivações explicadas e a interação deles se torna crível. Os atores e atrizes realmente estão sendo os personagens e conseguimos nos identificar com seus desejos e motivações. Lógico que alguns personagens são mais explorados do que outros, isso é inevitável devido á quantidade de pessoas que temos ali. Mas TODOS conseguem seu destaque dentro do contexto da história e grau de influência sobre ela.

A inserção dos novos também merece elogios. Homem-Aranha e Pantera Negra não foram simplesmente jogados ali para satisfazer os fãs ou porque eram para estar lá pura e simplesmente, Há motivos, razões para que eles apareçam e lutem. Os atores merecem os parabéns por terem encarnado tão bem os papéis e sendo o que seus personagens realmente são. Spider está fantástico, as cenas de luta, os diálogos o personagem em si...é o melhor SpiderMan até o momento, criando uma boa expectativa para o novo filme solo do herói.
Embora eu tenha adorado o Spider, o meu destaque vai para o Pantera Negra. O personagem está incrível no filme, o ator é excelente, as cenas  de luta com ele são ótimas e ainda que seja um personagem inserido ali, o contexto dele na trama é bem amarrado: conseguimos compreender o real motivo da presença do personagem mas alguns pontos são apenas indicados para nos preparar para seu filme solo.

Os demais personagens cumprem as expectativas: Capitão América, Homem de Ferro, Soldado Invernal são os mais participativos, mas também temos destaque para personagens que haviam sido um pouco ofuscados em outros filmes como Falcão e Viúva Negra. Gavião Arqueiro aparece pouco assim como Home-Formiga mas suas participações são plenamente satisfatórias. A sutil química entre Feiticeira Escarlate e Visão é notável e mesmo eu querendo ter visto mais do Visão entendemos que ele é um personagem tão foda que se ele entrasse com tudo na batalha, não seria páreo para ninguém.
E a cena de luta no aeroporto: PERFEITA. Todos os personagens são úteis, todos eles tem destaque, todos são bem orquestrados, uma sequência realmente empolgante e agradável.



parece a Marvel descendo porrada na DC nas adaptações de filmes =p


Finalizando, só posso dizer que  Guerra Civil é um filme que valeu cada centavo. E não querendo ser considerada "marvete" pelos "fanboys" da DC (pois gosto de personagens e arcos de ambas as criadoras) mas é preciso admitir que a DC ainda está muito abaixo da Marvel na qualidade total em adaptar suas obras. Não estamos aqui falando de efeitos especiais, personagens e fan service. Estamos falando de CINEMA. De uma adaptação que rende custos milionários com o intuito de conquistar todos os tipos de público e que tenha um roteiro bem construído e conduzido. Não adianta você simplesmente jogar ali os personagens, referências e fan service se eles não possuirem sentido algum para o roteiro da história. Não é assim que cinema funciona. Cinema é cinema, cinema não é quadrinho. O que vai criar um bom filme é um conteúdo de roteiro, diálogos inteligentes e bem construídos, participação devida dos personagens e desenvolvimento correto da trama. Não é apenas efeitos especiais, falsa intelectualidade de diálogos, chuva de fan service e frases de efeito. Uma boa adaptação se faz com um roteiro e quando ele é bem feito, tudo no filme funciona. E a Marvel vem mostrando isso ao longo do tempo  e comprovando agora em Guerra Civil.

A fórmula dos filmes é explorada ao máximo em Civil War, apoiando na interação entre os personagens e o senso de continuidade do universo cinematográfico para entregar uma obra ágil, divertida, reflexiva e empolgante. É a Marvel usando tudo que aprendeu  e nos deixando em uma expectativa positiva acerca do que ainda virá. Mais do que recomendado, Civil War é obrigatório para ser assistido!



~*~